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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Time for a Change

O que você vai ler daqui pra frente é um grande plágio. Daqueles que um examinador de banca ficaria aguçado para desmascarar. Nomeio plágio, porque nenhuma dessas idéias surgiu da minha mente, mas todas essas idéias vieram mostrar que ainda existem idéias novas em folha. Que distante do grande plágio que nos rodeia em tudo, muito além do nada se cria, tudo se copia, existem idéias não totalmente influenciadas e viciadas pelos velhos princípios e pensamentos.

Apesar de ter iniciado a vida acadêmica em áreas diversas e ter mudado de rumo algumas vezes, por um feliz acaso iniciei a vida profissional ensinando e ainda continuo muito envolvida em educação. Num dia intenso e de imenso cansaço mental decidi mudar o foco e buscar algum entretenimento na internet. Esse fantástico emaranhado concreto, nada virtual, de idéias, batizado tecnicamente de www, é realmente um portal para realidades paralelas. Ela pode te oferecer o que há de melhor e de pior em todas as vertentes. E nessa viagem encontrei algo que me deu uma carga rápida de energia. Visitando um blog que dificilmente saberei um dia se adoro ou odeio (www.sedentario.org) encontrei um link para um site que veio unir forças às idéias de um livro que venho tentando ler, um livro emprestado por um aluno.

O livro “Infinito em todas as direções” por Freeman Dyson é uma tradução de original em Inglês que nos faz pensar além das diretrizes de pensamento programado nas mais variadas vertentes. O site que mencionei, e volto a dizer, energias semelhantes se atraem, também é uma iniciativa de ampliar os horizontes do conhecimento. O portal TED – Ideas Worth Spreading é um site sem fins lucrativos, de extremo bom gosto quanto ao layout e funcionalidade, que teve sua idéia inicial lançada em 1984 como uma conferência reunindo três mundos: Tecnologia, Entretenimento e Design. Desde então o objetivo do site tem se tornado cada vez mais amplo. O TED convida e reúne os mais fascinantes pensadores do mundo e os desafia a falar sobre um assunto que vale a pena ser difundido em apenas 18 minutos. O portal compartilha tais vídeos gratuitamente. O idioma original é o inglês. Pessoas de várias nacionalidades se apresentam em inglês. Raramente pode-se encontrar uma legenda em português.

O livro que mencionei, entre tantos outros livros que nos mostram que existe algo mais além do comumente difundido, possuem traduções para o português, mas, depois de despertada a fome do “saber mais sobre o assunto”, começamos a buscar outros livros dos mesmos autores e percebemos que a maioria não se encontra traduzido.

Comecei a pensar que, qualquer difusão de idéias, qualquer melhoria e desenvolvimento de um conhecimento, de um projeto, de uma especialidade fica muito limitada pelas fronteiras do idioma. Deve haver muita gente interessante para se conhecer em todas as áreas. Conversando com alguns amigos adeptos de “Ideas Worth Spreading” (essa é pra você Rapha) parei pra pensar que cada nação tem sua especialidade. Quando se pensa em relógios, logo vem a mente os Suíços, quando se pensa em música, os Italianos, fica difícil seguir os passos de Da Vinci com toda essa barreira lingüística. Mas quase tudo que se encontra em todos esses idiomas, hoje, pode ser encontrado em inglês.

É hora de mudar, quebrar as barreiras e superar aquilo que nos limita.

Angela Simei Amaro

Um comentário:

  1. Cara Angela;

    Parabéns pela iniciativa do blog, quem sabe não surja no futuro um livro profissional com estes conteúdos a princípios amadores? De qualquer forma a despretensão tem desdobramentos que nem o tempo conhece e que se mostram apenas para quem arrisca...
    Lendo esse seu "artigo" sobre transcender a barreira da cultura me veio à lembrança uma canção de um grupo chamado "Raíces de América" (Go Latinos, Go!), que diz assim: "... o interesse fabricou carimbos, o ódio à toa levantou paredes, a baioneta desenhou fronteiras e a estupidez nos separou em bandeiras, tenho um filho nessa terra, foi um amor sem passaporte, se o gestar foi brasileiro, não me chame de estrangeiro. Cada pedra cada rua tem um toque de imigrantes que levantaram com seus sonhos um pais que não tem dono... não me sinta forasteiro, não me invente geografia, sou tua raça, sou teu povo, sou teu irmão do dia-a-dia...". (http://www.raicesdeamerica.com/portu/musi35.asp)
    Quem sabe de fato nada tenha dono (não, não se trata de um novo defensor da anarquia) e nenhuma barreira seja intransponível, nem a da cultura, nem a religiosa, política ou física... Se olharmos bem para nós mesmos vamos perceber que somos todos idênticos, que temos as mesmas capacidades e somos feitos da mesma matéria: átomos. E não se esqueça, cara Angela, que cada elétron de suas unhas, de seus fios de cabelo, de suas fibras musculares ou de qualquer coisa que você possa imaginar já esteve, ao menos uma vez, fervendo a milhões de graus Celsius no interior de uma estrela... os elétrons não se criam, não se destroem, apenas se transformam... são eternos, nós não.
    Mais uma vez parabéns pelo blog.

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